segunda-feira, 21 de julho de 2008

Máscaras
Subterfúgio de um mascarado
que teima...
em não ver a vida, com seus olhos reais.
qual a graça da mentira?
torna-te poderoso?
ou apenas um pobre sonhador...
que finge que aquilo existiu!
A verdade é mais clara,
como água pura
limpa a alma
e os restos da ferida, causada pela mentira...
de um mascarado embromador
Verdade, crua, nua, clara
pele desnuda , com certezas marcantes
Segurança ao meio de temporais
Personalidade firme ao meio de máscaras humanas
ou diria...
quase humanas?
O espetáculo começou...
liguem as luzes...
mas aqui...
não é um circo...
é a História de uma vida real.
DÉBORAH RUTTNIG

terça-feira, 15 de julho de 2008

O Vencedor O alpinista solitário .
Inicia sua caminhada entre pedras e neve.
Seus olhos brilham .
Fitam o cume da montanha .
Tão distante...
Ao mesmo tempo que o encanta
Traz o medo do do oculto, inesperado
de encontrar no seu ponto...
mas alto...
ou no meio do caminho..
. a vida ou morte.
E ele vai...
Entre a esperança e o temor
Pensando em todos os que amam ...
Faz uma oração de proteção com fervor...
e inicia sua missão.
Supera-se a cada passo,
Sabe que pode ir além
Sua capacidade está sendo medida
Sua respiração pesa,
seu coração bate forte,
eis a superação!
e ele responde
contemplando no final
a beleza de atingir
o cume da montanha
livrou-se do medo
Tornando-se vencedor de si mesmo...
e de seus fantasmas interiores.
DÉBORAH RUTTNIG

sábado, 12 de julho de 2008

Acalenta-me
Eis que esse coração...
Sensível e feminino,
Encontra em teus olhos,
Pétalas em uma rosa de amor...
Não...nessa flor não há espinhos...
Há cores em matizes...
E uma respiração profunda...
Da raridade de um amor.
Mágicos olhos os teus...
Que ao fitarem o nada...
Buscam o todo.
Todo traduzido ...
Dependendo do pensamento que for.
Pensamento que voa com a alma,
Tão calma,
Como as asas de um condor.
Tua calma acalenta minh'alma
Embreagada de amor.
DÉBORAH RUTTNIG

terça-feira, 8 de julho de 2008

Ah...
Ah...a melancolia de um palhaço poeta
Com sua foto sem cor...
E sua rosa com espinhos...
Com o vermelho de sangue da sua dor...
Triste expressão do poeta.
Não riu por fora,
apenas chorou no seu interior.
O que se passa, melancolico poeta?
Qual o motivo de te mascarar de palhaço?
E de chorares assim?
E ele mimicamente diz
Com gestos calmos e lentos,
Talvez procurando um alento,
Mostrando seu coração
Fazendo-me crer
que não é mais feliz.
A platéia se foi...
O circo fechou...
e lá...
bem no meio do palco...
o triste palhaço poeta...
Que outrora era sinal de sorrisos
ficou com sua rosa de amor.
DÈBORAH RUTTNIG
A inspiração que busquei para fazer esse poema, foi um quadro que vi hoje, com a face de um palhaço triste. Interessante e ao mesmo tempo frágil. Claro, não escrevo apenas sobre acontecimentos felizes, mas isso é apenas um poema.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Te procuro
Eis que meus olhos...
Te procuram na multidão.
Tantas pessoas a caminhar...
Outras paradas a olhar...
Vitrines de estação.
Meus olhos te buscam,
em uma busca só minha.
Meu coração te chama,
Bate forte,
mas não se engana,
pois sei que estás longe de mim.
Se alguém me perguntasse,
o que defino por saudade,
diria simplesmente...
duas palavras apenas...
vazio e dor.
Vazio que traz o frio,
que não aquece meu gélido corpo.
Dor que sangra meu coração,
na busca dos teus olhos,
onde quer que eu for.
Mas isso é temporário,
e todos temos nosso horário...
de sofrer com a saudade do amor.
O que importa é o que está aqui dentro...
Firme, calmo, seguro,
tal qual um alicerce que se solidificou.
DÉBORAH RUTTNIG
Poema feito especialmente para meu namorado Rafael.