sábado, 27 de junho de 2009

São João
A noite mais linda que eu vi foi uma noite de São João. Com fogueira, brincadeiras, muita festa e balão. Moça bonita,
com vestido rendado, Moço arrumado,
com camisa xadrez Para dançar quadrilha, deixando pulsar a forte emoção. Olhos brilhando com os foguetes Clareando a escuridão. Gente pobre, gente rica, se reunindo em um só lugar. Eu de cá fico olhando só pela televisão. Pois essa festa acontece,
No meu lindo nordeste... Mas não deixa de existir ....
No nordeste que trago onde vou...
Dentro do meu coração!
Déborah Ruttnig
Mundo
Todos correm...
Morrem...
E quem nos socorre?
Fico pensando no mundo...
Nesse saco sem fundo
Aquele que queria para mim.
Com tudo mais calmo,
Pessoas mais gentis,
Não tão escravas da palavra TEMPO.
Não entendo ?
Rostos sem sorrisos,
todos imprecisos,
ninguém olha para ninguém,
pessoas que não te dizem um simples:oi!
Afinal...no que estamos nos transformando?
Lares desfeitos...
E eu fico olhando...
e não encontro explicação.
É tão bom quando recebemos um bom dia!
aquele...com harmonia...
que vem sem pedir.
Entender a mente humana...
Eis a solução.
Ou o inicio do fio...
para outro problemão.
Déborah Ruttnig

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Inverno Frio que arde Frio que queima Frio que teima... Em permanecer. Frio que mata. Frio que basta. Frio que entristece... O amanhecer. Frio que dói. Minhas mãos, trêmulas... Quando tento escrever. Frio que mói. Os pensamentos...
Causando dores Quando quero vencer.
Por favor, quero ler! Frio, que não passa. Frio sem graça.
Nem um floco de neve
ha para brincar...
Frio que corta,
que abre a porta, Fazendo pirraça... Não quero te ver!
Muito menos sentir! Então vai embora...
Deixa o calor vir agora
E a alegria junto também!
Tudo bem?
Déborah Ruttnig
Alma
Minha alma...
que pouco a pouco,
entre a loucura diária,
correria,tumulto,
aprendeu a doutrinar-se,
silenciar mesmo no barulho...
por mais que eu esteja no meio...
de buzinas...
de poluição...
indiferenças...
isso hoje já é em vão.
Fecho meus olhos...
Respiro fundo e sigo meu caminho...
Ouço em minha mente um suave violino que me acalma...
Controlo as batidas do meu coração...
Paz absoluta que aprendi com muito custo...
Paz e mar em calmaria.
Brisa suave em meu rosto.
Essa planta cultivei em meu interior.
E agora tudo brotou...
Tranformando-se nesse belo e singelo arbusto da minha paz.
Paz suave paz.
Dias de sol...
Dias de estrelas no céu...
Sorrisos...
Vitórias...
Leveza de ser e de viver!
DÉBORAH RUTTNIG