sábado, 28 de junho de 2008

Barco da Ilusão
No mar da consciência as ondas agitadas fazem o barco se mover e sair das enseadas. O ânimo, nessas águas, leva ao norte, ao destino, a maré é muito alta, ela é o desatino, e o barco vai navegando, vai sumindo. Um vento imaginário vai levando o galeão, que não é menor que o mundo, nem maior que um coração. Só resta mesmo o capitão, não há mais tombadilho, nem velas, não há mais tripulação, mas o barco ainda existe, pois é um barco de ilusão.
DÉBORAH RUTTNIG
Poema feito durante a mudança de minha família, do Amazonas para a Paraíba.

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