Barco da Ilusão
No mar da consciência
as ondas agitadas
fazem o barco se mover
e sair das enseadas.
O ânimo, nessas águas,
leva ao norte, ao destino,
a maré é muito alta,
ela é o desatino,
e o barco vai navegando, vai sumindo.
Um vento imaginário
vai levando o galeão,
que não é menor que o mundo,
nem maior que um coração.
Só resta mesmo o capitão,
não há mais tombadilho, nem velas,
não há mais tripulação,
mas o barco ainda existe,
pois é um barco de ilusão.
DÉBORAH RUTTNIG
Poema feito durante a mudança de minha família, do Amazonas para a Paraíba.
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