domingo, 25 de outubro de 2009



Poema

Escrever um poema
É como sentir...
Que nossa alma
Está vibrando...
É como se fossemos guiados
Por outros seres de luz
Que nos fazem sentir
Um sentimento indescritível
Pois o poeta sente..
O poeta chora...
E ao mesmo empo ri!
O poeta escreve com a razão...
Movida pela força da emoção.
Mas não é apenas isso...
Existe algo mais...
É a luz de Deus nos guiando...
Nos moldando...
Nos ensinando...
E nos fazendo criar.
Cada palavra...
Um sentimento...
Cada sentimento...
Mais um poema ...
Cada poema...
Mais uma vida!

DÉBORAH RUTTNIG

quinta-feira, 15 de outubro de 2009




Amor à Profissão

Quem és tu, acho que lembro de você!!
que vive em nome do amor
estuda sem parar
muitas vezes...
ganha pouco para o que faz,
e então dizes que o teu ganho...
é ver uma criança a se desenvolver...
escrever...
interpretar...
O que te leva a escolher essa profissão?
que uns acham tão simples...
não imaginam os anos de estudos...
dedicação e trabalhos...
que dizes passar.
Me diz então, qual a razão?
e qual a tua profissão?
- Amigo , respondo agora...
- Consegue ver meu  olhar?
- Está a brilhar, certo?
- Faz tempo, fui teu professor...
- De Ensino Fundamental.
- Se escreves hoje...
- Grande parte, foi por nosso trabalho em conjunto.
- Fui teu professor ,
Meu Deu...professor!!
Não se cansou?
-Jamais
-Quem ama nunca se cansa,
-Se sacia querando mais!

Dèborah Ruttnig


terça-feira, 6 de outubro de 2009




Existem...
Existem coisas que nunca foram vistas;
Será que veremos?
Existem frases que jamais foram ditas;
Não é a hora de falá-las?
Existem palavras que nunca foram escritas:
Que tal escrevermos ?
Existem corações ainda partidos;
Vamos arrumá-los?
Existem jóias que não foram admiradas;
Vamos olha-las com prazer?
Existem sorrisos que esquecemos de dar!
Essa é a hora de sorrir!
Existem poemas cheios de versos,
Existem versos sem poemas;
Existe um universo infinito.
Existe um ifinito Deus que olha por você.

Déborah Ruttnig

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Amar,Amor
Emocões,
razões,
dores
tremores,
vida,
ilusão
decepção...
Tudo isso pode ser o amor.
Letra minúscula...
por ser falso
é apenas um vento que se passa na vida...
Amor...
renascer,
reaparecer,
novamente querer,
sentir beijo com sabor...
Sinfonia perfeita
Entre o homem e o Criador.
Por vezes somos sangrados,
Pisoteados
dilacerados e sem respostas
divagamos sobre o que?
Isso é amadurecer.
Traição é o amor que se impregnou do mal
Fidelidade é o amor que está nas asas do bem.
DÉBORAH RUTTNIG

sábado, 5 de setembro de 2009

Bombas Humanas
Na correria...
Do cotidiano,
Saimos de casa humanos
e nos transformamos em bombas...
Verdadeiras armas...
Ainda existe a palavra paciência?
Ando nas ruas e vejo...
a impaciência
dentro da impossibilidade
de ter paz...
e de retransmiti-la ao próximo...
Paro em uma fila...
fico em silêncio esperando...
mas quantos reclamam?
Ali existem dois lugares...
o do ser humano que trabalha...
horas a fio sem sentar...
o trabalhador.
E aquele ue reclama por estar...
minutos apenas em pé...
o consumidor...
que tal pararmos
e ao invés de termos essa impáfia toda
dar valor ao silêncio que não fere
às boas palavras que animam
ao respeito que anda em falta.
Se ao menos tentássemos
Já seria um início.
Quem sabe um dia...
Não estaremos ocupando...
o lugar do trabalhador?
DÉBORAH RUTTNIG

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Marcas da Vida
A primeira queda...
sempre vem quando começamos a andar...
naquela aflição de ver um mundo gigante,
rapidamente queremos fazer perte...
dessa gigantesca bola.
A segunda queda...
seja de bicicleta ou correndo,
sempre nos marca ...
como a primeira dor de fato sentida.
Aquela ardida...
teatral...
dor que chama pelo amor...
"Mãe, está doendo!"
Depois ,
Vamos crescendo...
E vem a dor do primeiro amor...
platônico...
Que nos tira horas de sono...
pensando no príncipe encantado...
Mas logo vem a chuva...
O brejo fica cheio,
e o principe vira sapo.
Mas entre tantas dores,
temores e amores,
nada é igual do que a perca...
física de alguém que gostamos...
essa é uma chaga na alma
por mais que saibamos que este alguém...
está em paz...
só nós...
na nossa ligação com o nosso interior,
sabemos a falta que essa pessoa nos faz...
A pior dor...é crescer e perceber ...
que seu potinho mágico não salva
aqueles que você ama, da dor dessa partida.
Embora essa ida,
faça parte da evolução da vida.
DÉBORAH RUTTNIG

sábado, 27 de junho de 2009

São João
A noite mais linda que eu vi foi uma noite de São João. Com fogueira, brincadeiras, muita festa e balão. Moça bonita,
com vestido rendado, Moço arrumado,
com camisa xadrez Para dançar quadrilha, deixando pulsar a forte emoção. Olhos brilhando com os foguetes Clareando a escuridão. Gente pobre, gente rica, se reunindo em um só lugar. Eu de cá fico olhando só pela televisão. Pois essa festa acontece,
No meu lindo nordeste... Mas não deixa de existir ....
No nordeste que trago onde vou...
Dentro do meu coração!
Déborah Ruttnig
Mundo
Todos correm...
Morrem...
E quem nos socorre?
Fico pensando no mundo...
Nesse saco sem fundo
Aquele que queria para mim.
Com tudo mais calmo,
Pessoas mais gentis,
Não tão escravas da palavra TEMPO.
Não entendo ?
Rostos sem sorrisos,
todos imprecisos,
ninguém olha para ninguém,
pessoas que não te dizem um simples:oi!
Afinal...no que estamos nos transformando?
Lares desfeitos...
E eu fico olhando...
e não encontro explicação.
É tão bom quando recebemos um bom dia!
aquele...com harmonia...
que vem sem pedir.
Entender a mente humana...
Eis a solução.
Ou o inicio do fio...
para outro problemão.
Déborah Ruttnig

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Inverno Frio que arde Frio que queima Frio que teima... Em permanecer. Frio que mata. Frio que basta. Frio que entristece... O amanhecer. Frio que dói. Minhas mãos, trêmulas... Quando tento escrever. Frio que mói. Os pensamentos...
Causando dores Quando quero vencer.
Por favor, quero ler! Frio, que não passa. Frio sem graça.
Nem um floco de neve
ha para brincar...
Frio que corta,
que abre a porta, Fazendo pirraça... Não quero te ver!
Muito menos sentir! Então vai embora...
Deixa o calor vir agora
E a alegria junto também!
Tudo bem?
Déborah Ruttnig
Alma
Minha alma...
que pouco a pouco,
entre a loucura diária,
correria,tumulto,
aprendeu a doutrinar-se,
silenciar mesmo no barulho...
por mais que eu esteja no meio...
de buzinas...
de poluição...
indiferenças...
isso hoje já é em vão.
Fecho meus olhos...
Respiro fundo e sigo meu caminho...
Ouço em minha mente um suave violino que me acalma...
Controlo as batidas do meu coração...
Paz absoluta que aprendi com muito custo...
Paz e mar em calmaria.
Brisa suave em meu rosto.
Essa planta cultivei em meu interior.
E agora tudo brotou...
Tranformando-se nesse belo e singelo arbusto da minha paz.
Paz suave paz.
Dias de sol...
Dias de estrelas no céu...
Sorrisos...
Vitórias...
Leveza de ser e de viver!
DÉBORAH RUTTNIG

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Roda da vida
Roda da vida
que gira, envolvida
no movimento do tempo
que não para ...
sempre estando a passar
ciclos...
Como ventos...se vão...
No topo, la do alto...
a vitória
encontrada, suada,
de quem esteve por baixo
e agora
como tudo na vida
está no processo
de purificação envolto no ar.
Quando por baixo...
chorastes ...
derramastes gota a gota
tuas lágrimas de dor
limpa pois teu semblante!
Que esse tempo acabou!
Agora sorri
esquece o que ficou
as feridas da vida
que a roda da vida
quando tu estavas por baixo
tanto te machucou
É hora de viver
e agora perceber
que se disso tiraste aprendizagem
não é mais um casulo
agora és borboleta
que voa para longe
esquecendo de tudo o que ficou.
Agora se ainda és casulo...
sinto muito...
que dor!
Terás que ficar por mais um ciclo assim
Só então vais sofrer a metamorfose
e então alçará teu vôo.
DÉBORAH RUTTNIG

sábado, 9 de maio de 2009

Esse foi o primeiro poeminha que fiz para minha mãe...creio que estava com uns 8 anos de idade...e fiz para o dia das mães. Meu pai comprava o presente e eu fazia o cartão...mas quem guardou por muitos anos esse poema foi minha vó,nossa eterna matriarca! Bom...é infantil...claro ( e cheio de errinhos na época)! Mas foi feito de coração e hoje vou postá-lo, em homenagem as mães que são tão especiais quanto a minha.
Feliz Dia das Mães!!
Mãe,
Não sei viver sem você
Por isso quero te dizer
Que eu amo você.
Déborah Ruttnig

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Noite de Lua Cheia Sorriso que vence a trava do bloqueio Que te faz vir para perto Menino de cabelos encaracolados Palavras se transformam Minutos viram horas Quem és tu que não quero que vá embora? Dificil entender
Acreditar muito menos
Ao olhar o luar tão sereno
É lindo ver teus cabelos a brilhar
E te ver tão calmo a dizer...
É noite de lua cheia...
Ora parece uma criança
Com uma doçura que encanta
Ora alguém a decifrar
Lindo menino dos cabelos encaracolados
Teu cheiro a menina mulher há de buscar
Pode ser que não vença
Nem tão pouco convença
Mas a intensidade não tens como negar
DÉBORAH RUTTNIG

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Inocência ?
Temores,
dúvidas,
tremores,
medos que a alma tem,
na secura da boca...
sabores,
lembranças que da vida vem.
Vento frio que leva
os sonhos que no verão foram sonhados...
e nesse inverno não desejado,
a paisagem triste contempla o verde sem vida
que espera a primavera
para então poder viver.
Verde da esperança,
como a pupila dos olhos de uma criança...
esquece a temperança
e veste o véu da inocência, por favor.
Súplica de um coração em dor
que de tão ferido se transformou
nesses versos simples
de expressão ou de dor.
Mas a superação se dá ao final,
Silêncio...
Deus tudo vê e tudo sabe,
Por isso dormir o sono dos justos é para poucos,
Sim...
O sono dos justos!
Também sei que os injustos dormem,
mais no outro dia o tormento voltará a mente,
doente!
Sono dos justos,
Leve, tal qual uma pluma...
Como se fosse em cama só de algodão...
DÉBORAH RUTTNIG

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Quisera eu
Quisera eu ...
Que o mundo fosse só poesia
Quem sabe uma folia
Transformando essa droga de agonia
em folguedos de alegria.
Quisera eu...
Que todos tivessem seu santo de devoção
e na hora de dizerem algo em vão...
ao menos ajoelhassem e fizessem uma oração...
Agora imaginei uma romaria...
Linda...fé... que nos guia...
Humilde, serena tal qual um romeiro é.
Somos romeiros da vida.
Procurando chegar no santuário sonhado,
Eu desde pequena sigo cantando
Cantigas de D. Cristina...
" Se as águas do mar da vida quiserem te afogar
Segura na mão de Deus e vai...
Não temas segue adiante...
e não olhes para trás...
Segura na mão de Deus e vai"
Meu anjo de voz rouca, te ouço a embalar-me...
A fé que plantastes em cada um de teus filhos,
Seguiu em teus netos.
Solta folguedos Cristina.
O Sol nascerá para nós sempre que do céu
Tua voz rouca em fé cantar.
De sua neta DÉBORAH CRISTINA RUTTNIG

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O que vale a pena?
Atualmente me pergunto,
todos os dias,
horas, minutos e segundos...
o que realmente vale a pena?
Vejo que os critérios do mundo mudam
ou será que vejo errado?
Hoje ser sensível é ser fraco,
Pelo contrário...
Ser sensível é ver a vida de outra forma,
Ter o coração mais aberto,
A alma mais delicada,
E sem dúvida nenhuma,
compreender o outro...
Sem críticas...
Não somos perfeitos portanto...
É colocar-se no lugar de quem sofre
Entender, definir conceitos humanos
Pois o outro, sim...
aquele que por vezes viramos o rosto...
é nosso semelhante
é a extensão de Deus na Terra.
O contrário de sensivel é insensível...
sujeito sem sensibilidade...
aquele que vê a vida de sua forma,
inflexível
Alma embrutecida, sofrida...
Face mascarada que esconde algo em si.
E quanto ao semelhante...
Ah...esse não é semelhante...
esse eu nem sei quem é...
Tô ocupado demais...
meu pensamento egoísta está somente em mim.
Sim...pobres sensíveis...
Tal qual essa que vos escreve
Sofrem bem mais...
Esse é o preço a pagar,
Porém, creio que não é tão alto...
Para de coração aberto
Mente purificada...
Contemplar as maravilhas...
Que a vida, através do seu dinâmico movimento
Sempre tem a nos dar.
DÉBORAH RUTTNIG

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quase aos 29 anos
Quase aos 29 anos...
Você aprende e já aprendeu alguma coisa.
Já brincou em demasia...
Já teve o coração machucado...
Certamente marcado por algum amor.
Conheceu pessoas que riu..
Outras que chorou...
Umas por emoção...
e outras pela dor da decepção.
Se depender de como você vê esse mundo...
Aprendeu com as quedas...
lavou seus ferimentos...
e seguiu em frente
sobretudo: aprendeu a ser gente.
Se culpou o mundo por suas quedas
e achou que elas só acontessem com você...
seus ferimentos estão abertos...
e só Deus sabe quando curarás essa dor.
O tempo é implacável
Ao mesmo tempo curto e tomado por um desespero...
De viver tudo na hora certa.
E hoje, prestes a completar 29 anos...
Me pergunto.
Qual é o tempo certo?
Aquele determinado pela sociedade vigente...
ou o que fazemos em nossa mente?
Enfim...
Acho que é viver de nossa maneira...
Sempre buscando...
Ser feliz.
DÉBORAH RUTTNIG

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O MAR DE CADA UM
A vida do ser humano é como o mar...
Com ondas que vão e vem,
Certas horas se afogando...
Sem fôlego para nadar.
Em outras nadando...
Com imenso prazer de viver.
Momentos de calma, brisa leve
acalmando a mente.
Momentos de tormenta, vendaval
criação mental imediata!
Problemas e desafios
Fortalecendo nosso ser.
Nos ensinando o que é viver.
Aprendendo com os momentos ruins.
Agradecendo pelos momentos bons.
Nossa vida é como o mar...
Azul que ilumina,
Escuridão turva que ofusca os olhos.
Movimento de vida...
Eterno ciclo...Nascer e morrer.
Assim vivemos...
Com fases que aprendemos,
Outras que ensinamos,
Além das ressacas do cotidiano.
Compreendendo dia a dia o mistério da palavra viver.
Certas vezes querendo estar só,
Recolhido em máxima calmaria...
Mente em silêncio renovador,
Em outras... plena multidão!
Assim é vida, nosso mar íntimo,
Que a cada dia se pinta,
com as cores do mar...tanto faz..depende da tradução!
Camaleão mudando de cor,
Se renovando e vivendo...
Vendo...
Sendo...
DÉBORAH RUTTNIG