Inocência ?
Temores,
dúvidas,
tremores,
medos que a alma tem,
na secura da boca...
sabores,
lembranças que da vida vem.
Vento frio que leva
os sonhos que no verão foram sonhados...
e nesse inverno não desejado,
a paisagem triste contempla o verde sem vida
que espera a primavera
para então poder viver.
Verde da esperança,
como a pupila dos olhos de uma criança...
esquece a temperança
e veste o véu da inocência, por favor.
Súplica de um coração em dor
que de tão ferido se transformou
nesses versos simples
de expressão ou de dor.
Mas a superação se dá ao final,
Silêncio...
Deus tudo vê e tudo sabe,
Por isso dormir o sono dos justos é para poucos,
Sim...
O sono dos justos!
Também sei que os injustos dormem,
mais no outro dia o tormento voltará a mente,
doente!
Sono dos justos,
Leve, tal qual uma pluma...
Como se fosse em cama só de algodão...
DÉBORAH RUTTNIG
Nenhum comentário:
Postar um comentário