quarta-feira, 29 de abril de 2009

Inocência ?
Temores,
dúvidas,
tremores,
medos que a alma tem,
na secura da boca...
sabores,
lembranças que da vida vem.
Vento frio que leva
os sonhos que no verão foram sonhados...
e nesse inverno não desejado,
a paisagem triste contempla o verde sem vida
que espera a primavera
para então poder viver.
Verde da esperança,
como a pupila dos olhos de uma criança...
esquece a temperança
e veste o véu da inocência, por favor.
Súplica de um coração em dor
que de tão ferido se transformou
nesses versos simples
de expressão ou de dor.
Mas a superação se dá ao final,
Silêncio...
Deus tudo vê e tudo sabe,
Por isso dormir o sono dos justos é para poucos,
Sim...
O sono dos justos!
Também sei que os injustos dormem,
mais no outro dia o tormento voltará a mente,
doente!
Sono dos justos,
Leve, tal qual uma pluma...
Como se fosse em cama só de algodão...
DÉBORAH RUTTNIG

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Quisera eu
Quisera eu ...
Que o mundo fosse só poesia
Quem sabe uma folia
Transformando essa droga de agonia
em folguedos de alegria.
Quisera eu...
Que todos tivessem seu santo de devoção
e na hora de dizerem algo em vão...
ao menos ajoelhassem e fizessem uma oração...
Agora imaginei uma romaria...
Linda...fé... que nos guia...
Humilde, serena tal qual um romeiro é.
Somos romeiros da vida.
Procurando chegar no santuário sonhado,
Eu desde pequena sigo cantando
Cantigas de D. Cristina...
" Se as águas do mar da vida quiserem te afogar
Segura na mão de Deus e vai...
Não temas segue adiante...
e não olhes para trás...
Segura na mão de Deus e vai"
Meu anjo de voz rouca, te ouço a embalar-me...
A fé que plantastes em cada um de teus filhos,
Seguiu em teus netos.
Solta folguedos Cristina.
O Sol nascerá para nós sempre que do céu
Tua voz rouca em fé cantar.
De sua neta DÉBORAH CRISTINA RUTTNIG

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O que vale a pena?
Atualmente me pergunto,
todos os dias,
horas, minutos e segundos...
o que realmente vale a pena?
Vejo que os critérios do mundo mudam
ou será que vejo errado?
Hoje ser sensível é ser fraco,
Pelo contrário...
Ser sensível é ver a vida de outra forma,
Ter o coração mais aberto,
A alma mais delicada,
E sem dúvida nenhuma,
compreender o outro...
Sem críticas...
Não somos perfeitos portanto...
É colocar-se no lugar de quem sofre
Entender, definir conceitos humanos
Pois o outro, sim...
aquele que por vezes viramos o rosto...
é nosso semelhante
é a extensão de Deus na Terra.
O contrário de sensivel é insensível...
sujeito sem sensibilidade...
aquele que vê a vida de sua forma,
inflexível
Alma embrutecida, sofrida...
Face mascarada que esconde algo em si.
E quanto ao semelhante...
Ah...esse não é semelhante...
esse eu nem sei quem é...
Tô ocupado demais...
meu pensamento egoísta está somente em mim.
Sim...pobres sensíveis...
Tal qual essa que vos escreve
Sofrem bem mais...
Esse é o preço a pagar,
Porém, creio que não é tão alto...
Para de coração aberto
Mente purificada...
Contemplar as maravilhas...
Que a vida, através do seu dinâmico movimento
Sempre tem a nos dar.
DÉBORAH RUTTNIG